Dra. Luiza Beretta Neurologista • CRM/MG 87167 • RQE 63404
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Convulsão e Epilepsia

Crise convulsiva e epilepsia: um diagnóstico preciso é o caminho para controlar as crises.

Uma crise convulsiva pode ser assustadora — para quem vive e para quem presencia. Mas ter uma crise não significa, necessariamente, ter epilepsia: existem várias causas para uma convulsão, e nem toda crise se repete.

A epilepsia é uma das condições neurológicas mais comuns e, com o tratamento adequado, muitas pessoas conseguem um bom controle das crises. Um diagnóstico preciso — que identifica o tipo de crise e a sua causa — é o que abre caminho para reduzir a frequência e devolver segurança e autonomia à rotina.

Você se identifica?

Se você ou um familiar já teve algum destes sinais, vale a pena uma avaliação neurológica cuidadosa.

Perda súbita de consciência

Um "apagão" repentino, com recuperação depois do episódio.

Movimentos involuntários

Abalos ou contrações do corpo, de um lado ou generalizados.

Rigidez do corpo

Enrijecimento súbito dos músculos durante a crise.

Ausências ("desligar")

Momentos de olhar parado, como se "desligasse", sobretudo em crianças.

Confusão após a crise

Sonolência ou desorientação depois do episódio.

Sensações estranhas (aura)

Cheiros, sabores, formigamento ou "déjà-vu" que antecedem a crise.

Movimentos repetitivos

Mastigar, mexer as mãos ou repetir gestos sem perceber.

Mordedura da língua

Morder a língua ou a bochecha durante o episódio.

Perda de urina

Perda do controle da urina durante a crise.

Crises ligadas ao sono

Episódios que ocorrem ao dormir ou ao acordar.

Fatores desencadeantes

Crises associadas a falta de sono, álcool ou luzes piscantes.

Medo de novas crises

A insegurança afeta o trabalho, o estudo e a direção.

Nem toda crise é epilepsia

Existem diferentes tipos de crise, e nem toda convulsão significa epilepsia. Identificar o tipo é o que define o tratamento adequado.

Crise única ou provocada

Uma crise isolada, causada por febre, álcool, sono ou outra situação pontual.

Epilepsia focal

Crises que começam em uma área específica do cérebro.

Epilepsia generalizada

Crises que envolvem os dois lados do cérebro desde o início.

Eventos que imitam crises

Desmaios e outros eventos podem parecer, mas não são epilepsia.

Diante de uma crise: o que fazer?

Se você presenciar uma crise convulsiva, mantenha a calma e:

  • Proteja a pessoa de quedas e afaste objetos por perto
  • Coloque algo macio sob a cabeça
  • Vire a pessoa de lado para ajudar a respiração
  • Afrouxe roupas apertadas no pescoço
  • NÃO coloque nada na boca nem tente segurar a língua
  • NÃO tente conter os movimentos à força
  • Marque o horário e observe quanto tempo dura a crise
  • Fique ao lado até a pessoa se recuperar por completo

Ligue para o SAMU (192) se a crise durar mais de 5 minutos, se repetir sem recuperação, se for a primeira vez, ou se houver dificuldade para respirar ou lesão.

Como é feito o tratamento?

O tratamento depende do tipo de crise e da sua causa, e é construído de forma individualizada. Costuma envolver:

Investigação clínica detalhada

Entender como são as crises, quando ocorrem e o contexto de cada uma.

Diagnóstico preciso

Identificar o tipo de crise e de epilepsia é o que direciona o tratamento.

Investigação da causa

Buscar o que está por trás das crises orienta a conduta.

Tratamento individualizado

Conduta baseada em evidências, ajustada ao seu caso.

Controle das crises

Reduzir a frequência e a intensidade das crises.

Identificação de gatilhos

Sono, álcool e estresse influenciam as crises.

Orientação sobre a rotina

Segurança no dia a dia, no trabalho, no estudo e na direção.

Acompanhamento contínuo

Monitorar a resposta e ajustar o tratamento ao longo do tempo.

O objetivo é controlar as crises e devolver segurança, autonomia e qualidade de vida — com o menor impacto possível na rotina.

"Cada crise tem uma explicação. Entendê-la é o primeiro passo para controlar as crises e viver com mais segurança."

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