Uma crise convulsiva pode ser assustadora — para quem vive e para quem presencia. Mas ter uma crise não significa, necessariamente, ter epilepsia: existem várias causas para uma convulsão, e nem toda crise se repete.
A epilepsia é uma das condições neurológicas mais comuns e, com o tratamento adequado, muitas pessoas conseguem um bom controle das crises. Um diagnóstico preciso — que identifica o tipo de crise e a sua causa — é o que abre caminho para reduzir a frequência e devolver segurança e autonomia à rotina.
Se você ou um familiar já teve algum destes sinais, vale a pena uma avaliação neurológica cuidadosa.
Um "apagão" repentino, com recuperação depois do episódio.
Abalos ou contrações do corpo, de um lado ou generalizados.
Enrijecimento súbito dos músculos durante a crise.
Momentos de olhar parado, como se "desligasse", sobretudo em crianças.
Sonolência ou desorientação depois do episódio.
Cheiros, sabores, formigamento ou "déjà-vu" que antecedem a crise.
Mastigar, mexer as mãos ou repetir gestos sem perceber.
Morder a língua ou a bochecha durante o episódio.
Perda do controle da urina durante a crise.
Episódios que ocorrem ao dormir ou ao acordar.
Crises associadas a falta de sono, álcool ou luzes piscantes.
A insegurança afeta o trabalho, o estudo e a direção.
Existem diferentes tipos de crise, e nem toda convulsão significa epilepsia. Identificar o tipo é o que define o tratamento adequado.
Uma crise isolada, causada por febre, álcool, sono ou outra situação pontual.
Crises que começam em uma área específica do cérebro.
Crises que envolvem os dois lados do cérebro desde o início.
Desmaios e outros eventos podem parecer, mas não são epilepsia.
Se você presenciar uma crise convulsiva, mantenha a calma e:
Ligue para o SAMU (192) se a crise durar mais de 5 minutos, se repetir sem recuperação, se for a primeira vez, ou se houver dificuldade para respirar ou lesão.
O tratamento depende do tipo de crise e da sua causa, e é construído de forma individualizada. Costuma envolver:
Entender como são as crises, quando ocorrem e o contexto de cada uma.
Identificar o tipo de crise e de epilepsia é o que direciona o tratamento.
Buscar o que está por trás das crises orienta a conduta.
Conduta baseada em evidências, ajustada ao seu caso.
Reduzir a frequência e a intensidade das crises.
Sono, álcool e estresse influenciam as crises.
Segurança no dia a dia, no trabalho, no estudo e na direção.
Monitorar a resposta e ajustar o tratamento ao longo do tempo.
O objetivo é controlar as crises e devolver segurança, autonomia e qualidade de vida — com o menor impacto possível na rotina.
"Cada crise tem uma explicação. Entendê-la é o primeiro passo para controlar as crises e viver com mais segurança."
Agendar minha avaliaçãoConteúdo elaborado com base em diretrizes e literatura científica atuais em neurologia e epileptologia (International League Against Epilepsy — ILAE, American Academy of Neurology, European Academy of Neurology e Academia Brasileira de Neurologia, entre outras fontes de referência), em compromisso com a medicina baseada em evidências.
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